tecnologias sociais

Tecnologia Social compreende produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade e que representem efetivas soluções de transformação social. 

É um conceito que remete para uma proposta inovadora de desenvolvimento, considerando a participação coletiva no processo de organização, desenvolvimento e implementação. Está baseado na disseminação de soluções para problemas voltados a demandas de alimentação, educação, energia, habitação, renda, recursos hídricos, saúde, meio ambiente, dentre outras.

As Tecnologias Sociais podem aliar saber popular, organização social e conhecimento técnico-científico. Importa essencialmente que sejam efetivas e reaplicáveis, propiciando desenvolvimento social em escala.
São exemplos de Tecnologia Social: o clássico soro caseiro ( mistura de água, açúcar e sal que combate a desidratação e reduz a mortalidade infantil); as cisternas de placas pré-moldadas que atenuam os problemas de acesso a água de boa qualidade à população do semi-árido, entre outros.

Tecnologia Social implica:

  • compromisso com a transformação social;
  • criação de um espaço de descoberta e escuta de demandas e necessidades sociais
  • relevância e eficácia social;
  • sustentabilidade socioambiental e econômica;
  • inovação;
  • organização e sistematização dos conhecimentos;
  • acessibilidade e apropriação das tecnologias;
  • um processo pedagógico para todos os envolvidos;
  • o diálogo entre diferentes saberes;
  • difusão e ação educativa;
  • processos participativos de planejamento, acompanhamento e avaliação; 
  • a construção cidadã do processo democrático.

Fonte: Its Brasil, Instituto de Tecnologia Social e Fundação Banco do Brasil

território e territorialidade

Para o geógrafo Milton Santos, é na base territorial onde tudo acontece. Segundo ele, os espaços diferentes e as espacialidades singulares são resultados das articulações entre a sociedade, o espaço e a natureza, ou seja, é no território que as nossas práticas se “materializam”, tornam-se “concreta” e configuram a territorialidade.

Por tanto, compreender esta base de maneira ampla e diversa, é fundamental. É nela que os movimentos se organizam, constroem sua cultura, instituições, instâncias de decisões, conflitos sociais, ambientais e também as possibilidades de transformação e ressignificação.

Livro: Territórios do Futuro: educação, meio ambiente e ação coletiva

Autor: Jean Pierre Leroy

Editora: Lamparina

Ano: 2010 

visão sistêmica e ecologia profunda

A palavra “ecologia” vem do grego oikos (casa). Ecologia é o estudo de como a Casa Terra funciona. Mais precisamente, é o estudo das relações que interligam todos os moradores da Casa Terra. Pode ser praticada como disciplina científica, como filosofia, como política ou como estilo de vida. Como filosofia, é conhecida por “ecologia profunda”, uma escola de pensamento fundada pelo filósofo norueguês Arne Naess no início da década de 1970. Naess estabeleceu uma distinção importante entre ecologia “rasa” e ecologia “profunda”.

A ecologia rasa é antropocêntrica. Considera que o homem, como fonte de todo valor, está acima ou fora da natureza e atribui a esta um valor apenas instrumental ou utilitário. A ecologia profunda não separa o homem do ambiente; na verdade, não separa nada do ambiente. Não vê o mundo como uma coleção de objetos isolados e sim como uma rede de fenômenos indissoluvelmente interligados e interdependentes.

A ecologia profunda reconhece o valor intrínseco de todos os seres vivos e encara o homem como apenas um dos filamentos da teia da vida. Reconhece que estamos todos inseridos nos processos cíclicos da natureza e que deles dependemos para viver. Em última análise, a consciência da ecologia profunda é uma consciência espiritual ou religiosa. Quando o conceito do espírito humano é entendido como o modo de consciência no qual o indivíduo se sente conectado ao cosmo como um todo, fica claro que a consciência ecológica é espiritual em sua essência mais profunda. Assim, não é de admirar que a ecologia profunda seja compatível com a chamada “filosofia perene” das tradições espirituais, como a espiritualidade dos místicos cristãos, a dos budistas, ou a filosofia e cosmologia que estão por trás das tradições dos índios americanos.

A teoria dos sistemas envolve uma nova maneira de ver o mundo e uma nova forma de pensar, conhecida como “pensamento de sistemas” ou “pensamento sistêmico”. Significa pensar em termos de relações, padrões e contexto. O pensamento sistêmico foi elevado a um novo patamar nos últimos vinte anos com a criação da teoria da complexidade, uma nova linguagem matemática e um novo conjunto de conceitos para descrever a complexidade dos sistemas vivos.

Fonte: Ecologia Profunda: Um Novo Paradigma, Fritjof Capra

Livro: Ecologia Profunda: Um Novo Paradigma

Autor: Fritjof Capra

Editora: Cultrix

Ano: 1993

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Livro: A Teia da Vida

Autor: Fritjof Capra

Editora: Cultrix

Ano: 1996

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