micro-urbanismo

A análise por meio das escalas visa atingir uma caracterização sensorial e ambiental que ofereça possibilidade de ações concretas no espaço, que apóie decididamente as ações dos projetistas e que conduza à recuperação das agressões antrópicas. Essas escalas podem ser utilizadas na geração de recomendações específicas para a sustentabilidade da cidade, assim contribuindo para incrementar o rendimento funcional, a eficiência energética e a qualidade estética do projeto urbano, o que, contribuirá para a qualidade e sustentabilidade da vida urbana.

Fonte: Marta Adriana B. Romero In: Reabilitação ambiental sustentável arquitetônica e urbanística. Brasília, FAU/UnB, 2009, p. 538.

modelo colaborativo e trabalho co-operativo em rede/horizontalidade

Está na tentativa de envolver, de forma regular e significativa, todos os profissionais/colaboradores na tomada de decisão da empresa. A participação das pessoas envolvidas nos diversos níveis de decisão contribui para aumentar a qualidade das decisões e da administração, além da satisfação e motivação das mesmas.

Uma vez que todos passam a tomar decisões sobre o negócio, um verdadeiro compromisso e cumplicidade entre todos os integrantes da empresa é iniciado. Nesse momento,  tanto os gestores quanto os colaboradores passam a dividir responsabilidades, participar do estabelecimento dos objetivos e das metas, debater decisões e traçar os rumos do negócio.

Quando se diz “trabalho co-operativo em rede”, refere-se ao ato de co-criar, co-(re)produzir e transacionar qualquer tipo de produto ou serviço (seja material, imaterial ou híbrido) no intuito de obter algum tipo de remuneração em decorrência unicamente da dedicação empreendida (o que é diferente das remunerações decorrentes de direitos, como o aluguel e a por autoria).

Corresponde a uma forma livre e dinâmica de estar em grupo, ao mesmo tempo que a uma forma co-laborativa e ecossistêmica de ser indivíduo. Em outras palavas, esse é um padrão de organização em rede distribuída.

Alguns pontos chaves do trabalho em rede:

  • ComunicAção (conversar e co-fazer);
  • Movimento (físico e virtual) e polinização mútua (transportes de sementes férteis);
  • Abertura de múltiplos novos caminhos e formas.
  • Disposição para conhecer e aceitar os outros e a si mesmo (*)
  • Abstenção de exercer comando ou controle sobre os outros
  • Não submissão ao comando ou controle de outros
  • Complementações mútuas;
  • Ações paralelas que se sincronizam e auto-coordenam com frequência.

(*): no que se refere a sonhos, vontades, aspirações, conhecimentos, habilidades, capacidades e outros fatores relevantes ao co-trabalho. Levando em consideração que isso tudo se refina e se transforma ao longo das co-experiências, co-inspirações e convivências.

Fonte: Fernando Baptista, Membro da Escola de Redes (escoladeredes.net).
Essa é uma referência (não única) de inspiração para o trabalho co-operativo em rede.

Livro: Redes - Uma Introdução às Dinamicas da Conectividade e da Auto-Organização

Autor: WWF-Brasil

Ano: 2003

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soluções participativas

Está fundamentada em metodologias de gestão descentralizada e integrada, na qual os diversos atores envolvidos na questão participem efetivamente. Apoiam-se no desenvolvimento de atividades conjuntas e de respostas solidárias e compatíveis para os argumentos técnicos, considerando, acima de tudo, os contextos socioculturais. Em suma, busca-se desenvolver um trabalho que se oriente por atividades de pesquisa-ação: chegando, vendo, discutindo, estudando e, ao final, fazendo proposições decorrentes de decisões conjuntas e desencadeando ações de planejamento.

Livro: Tecnologia social: ferramenta para construir outra sociedade

Autor: Renato Dagnino

Editora: Komedi

Ano: 2010

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Artigo: A Emergência da Tecnologia Social: revisitando o movimento da tecnologia apropriada como estratégia de desenvolvimento sustentável

Autores: Ivete Rodrigues e José Carlos Barbieri

Ano: 2007

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sustentabilidade/sociedades sustentáveis

“Uma comunidade sustentável deve ser desenvolvida de forma que a nossa forma de viver, nossos negócios, nossa economia, tecnologias, e estruturas físicas não interfiram
na capacidade da natureza de sustentar a vida.”

Fritjof Capra

Lester Brown, fundador do Worldwatch Institute, elaborou uma definição clara: "Uma sociedade sustentável é aquela que satisfaz as suas necessidades sem diminuir as possibilidades das gerações futuras de satisfazer as delas".

Uma sociedade sustentável estimula a formação de comunidades socialmente justas e ecologicamente equilibradas, e que conservam entre si relação de interdependência e diversidade. Isto requer responsabilidade individual e coletiva em nível local, nacional e planetário.

Em uma Sociedade Sustentável é preciso considerar que a preparação para as mudanças necessárias depende da compreensão coletiva da natureza sistêmica das crises que ameaçam o futuro do planeta. As causas primárias de problemas como o aumento da pobreza, da degradação humana e ambiental e da violência podem ser identificadas no modelo de civilização dominante, que se baseia em superprodução e superprodução e superconsumo para uns e em subconsumo e falta de condições para produzir por parte da grande maioria.

É fundamental que as comunidades planejem e implementem sua próprias alternativas às políticas vigentes. Dentre essas alternativas está a necessidade de abolição dos programas de desenvolvimento, ajustes e reformas econômicas que mantêm o atual modelo de crescimento, com seus terríveis efeitos sobre o ambiente e a diversidade de espécies, incluindo a humana.

Fonte: Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis

Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global

Ano: 1992

Local: Rio de Janeiro

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