alfabetização ecológica

Nas próximas décadas, a sobrevivência da Humanidade dependerá da nossa alfabetização ecológica - nossa capacidade de compreender os princípios básicos da ecologia e viver de acordo com eles.

A chave para chegar a esta definição operacional está em reconhecer que não precisamos inventar as comunidades humanas sustentáveis a partir do zero, mas podemos moldá-las de acordo com os ecossistemas naturais, que são comunidades sustentáveis de plantas, animais e microrganismos. Como a principal característica da biosfera é sua capacidade intrínseca de manter a vida, uma comunidade humana sustentável deve ser planejada de modo que os estilos de vida, negócios, atividades econômicas, estruturas físicas e tecnologias não interfiram nessa capacidade da natureza de manter a vida.

Esta definição de sustentabilidade implica que o primeiro passo nesse nosso esforço para construir comunidades sustentáveis deva ser a compreensão dos princípios de organização que os ecossistemas desenvolveram para manter a teia da vida. Esse entendimento se tornou conhecido como “alfabetização ecológica”

Fonte: Alfabetização Ecológica, Frijof Capra

Resumo: Alfabetização Ecológica: O Desafio para a Educação do Século 21

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autonomia e empoderamento

"O fato de me perceber no mundo, com o mundo e com os outros me põe numa posição em face do mundo que não é a de quem não tem nada a ver com ele. Afinal, minha presença no mundo não é a de quem a ele se adapta, mas a de quem nele se insere. É a posição de quem luta para não ser apenas objeto, mas sujeito também da história."

Paulo Freire, em Pedagogia da Autonomia

Paulo Freire propõe a Pedagogia da Autonomia na medida em que sua proposta está "fundada na ética, no respeito à dignidade e à própria autonomia do educando." Para ele, a autonomia deve ser conquistada, construída a partir das decisões, das vivências, da própria liberdade. A autonomia, além da liberdade de pensar por si, além da capacidade de guiar-se por princípios que concordem com a própria razão, envolve a capacidade de realizar, o que exige um homem consciente e ativo.

No entanto, embora a autonomia seja um atributo humano essencial, na medida em que está vinculada à idéia de dignidade, ele defende que ninguém é espontaneamente autônomo, ela é uma conquista que deve ser realizada. E a educação deve proporcionar contextos formativos que sejam adequados para que os educandos possam se fazer autônomos.

Livro: Pedagogia da Autonomia

Autor: Paulo Freire

Editora: Paz e Terra

Ano: 1996

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bens comuns e bem viver

A defesa dos bens comuns passa pela garantia de uma série de direitos humanos e da natureza, pela solidariedade e respeito às cosmovisões e crenças dos diferentes povos, como, por exemplo, a defesa do “Bem Viver” como forma de existir em harmonia com a natureza, o que pressupõe uma transição justa a ser construída com os trabalhadores/as e povos.

As alternativas estão em nossos povos, nossa história, nossos costumes, conhecimentos, práticas e sistemas produtivos, que devemos manter, revalorizar e ganhar escala como projeto contra-hegemônico e transformador.

A defesa dos espaços públicos nas cidades, com gestão democrática e participação popular, a economia cooperativa e solidária, a soberania alimentar, um novo paradigma de produção, distribuição e consumo, a mudança da matriz energética, são exemplos de alternativas reais frente ao atual sistema agro-urbano-industrial.

Fonte: Cúpula dos Povos por justiça social e ambiental em defesa dos bens comuns, contra a mercantilização da vida. Rio de Janeiro, 2012.

educação popular

Educação Popular é uma educação comprometida e participativa, orientada pela perspectiva de realização de todos os direitos do povo. Baseia-se no saber da comunidade e incentiva o diálogo. Não é “Educação Informal” porque visa a formação de sujeitos com conhecimento e consciência cidadã e a organização do trabalho político para afirmação do sujeito. É uma estratégia de construção da participação popular para o redirecionamento da vida social.

A principal característica da Educação Popular é utilizar o saber da comunidade como matéria prima para a aprendizagem. É aprender a partir do conhecimento do sujeito e ensinar a partir de palavras e temas geradores do cotidiano dele. A Educação é vista como ato de conhecimento e transformação social, tendo um certo cunho político. O resultado desse tipo de educação é observado quando o sujeito pode situar-se bem no contexto de interesse.

Artigo: Paulo Freire e a Educação Popular

Autor: Moacir Gadotti

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Livro: Cartas Pedágicas: Aprendizados que se Entrecruzam e se Comunicam

Autora: Isabela Camini

Ano: 2012

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